O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, afirmou que assim que a operadora for autorizada pela Anatel a voltar a comercializar o serviço de banda larga Speedy, os planos de venda também serão diferentes, de maneira a reduzir a velocidade teórica para o cliente. Isso significa que a velocidade anunciada ficará mais próxima daquela realmente entregue. Embora tenha ressaltado que, na rede telefônica, muitos são os fatores que intereferem na qualidade da comunicação (cabos externos cortados, ou rede interna do assinante sem capacidade de receber dados) admitiu que a empresa tem muita responsabilidade pelas crÃticas que recebe dos órgãos de defesa do consumidor.
Interessante como o foco dos problemas foi restrito à velocidade, apenas uma dentre as várias reclamacões dos usuários do Speedy: instalação, resolução de problemas, queda [indisponibilidade], mal funcionamento [DNS sem funcionar], para citar alguns dos mais frequentes.
Segundo Roberto Pfeiffer, presidente do Procon- SP, muitos clientes afirmam que a velocidade do Speedy é muito menor do que a comercializada, além de reclamarem que, muitas vezes, a banda larga, depois de vendida, acaba não podendo ser instalada. O executivo disse que as medidas que a empresa irá tomar, de restringir o anel de atendimento do ADSL para dois quilômetros, tornará mais rÃgida a velocidade mÃnima diminuindo esses problemas .
Em todos os momentos em que esteve na Anatel, o presidente da Telefônica reconheceu os inúmeros problemas enfrentados pelos consumidores, demonstrando disposição em resolvê-los. “Temos consciência de que precisamos melhorar muito”, afirmou. Segundo ele, com as medidas que serão adotadas, somente se acontecer um “tsunami” é que a rede voltará a ter quedas de qualidade.